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Violências

A violência, em suas múltiplas formas, física, sexual, psicológica, financeira e por negligência, é um fenômeno social complexo e reconhecido como problema de saúde pública pela Política Nacional de Redução da Morbimortalidade por Acidentes e Violências (Portaria nº 737/2001 do Ministério da Saúde). Por não ser uma doença, mas sim uma questão relacional marcada por desigualdades e disputas de poder, sua abordagem exige sensibilidade, acolhimento e ações integradas de prevenção, cuidado e proteção. 

Muitas pessoas em situação de violência enfrentam sentimentos de medo, vergonha e culpa, o que dificulta a revelação espontânea. Por isso, cada registro feito pelo profissional de saúde tem um valor imensurável: ele pode ser a porta de entrada para romper o ciclo da violência e acionar a rede de apoio necessária. 

A atenção a pessoas vítimas de violências precisa ser articulada intersetorialmente. Podem ser necessárias ações de diferentes níveis de assistência em saúde, utilizando-se, portanto, da Rede de Atenção à Saúde, que precisa estar organizada para tanto, bem como outros serviços, como Rede de Assistência Social, Rede de Educação, Conselhos Tutelares, entre outros. 

No âmbito da Atenção Primária à Saúde, os Agentes Comunitários de Saúde e as equipes do Primeira Infância Melhor e demais profissionais, por meio das visitas domiciliares e do vínculo estabelecido com as famílias, têm papel estratégico para identificar sinais de violência e articular a assistência e o apoio às pessoas. 

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