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IST/HIV/AIDS para cidadãos

INFECÇÕES SEXUALMENTE TRANSMISSÍVEIS (IST) 

As Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) são causadas por vírus, bactérias ou outros microrganismos. Elas são transmitidas, principalmente, por meio do contato sexual (oral, vaginal, anal) sem o uso de camisinha externa ou interna, com uma pessoa que esteja infectada. A transmissão de uma IST pode acontecer, ainda, da mãe para a criança durante a gestação, o parto ou a amamentação. 

O tratamento das pessoas com IST melhora a qualidade de vida e interrompe a cadeia de transmissã dessas infecções. O atendimento, o diagnóstico e o tratamento são gratuitos nos serviços de saúde do SUS. A terminologia Infecções Sexualmente Transmissíveis (IST) passou a ser adotada em substituição à expressão Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST), porque destaca a possibilidade de uma pessoa ter e transmitir uma infecção, mesmo sem sinais e sintomas. Se não tratadas adequadamente, podem provocar diversas complicações e levar a pessoa, inclusive, à morte. 

Entre as IST de maior relevância no Rio Grande do Sul, destacam-se a sífilis e o HIV. A situaçã dessasinfecções no estado é considerada preocupante, mas diversas estratégias têm sido implementadas para enfrentar esses desafios e promover a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado. 

O QUE É SÍFILIS? 

A sífilis é uma IST curável e exclusiva do ser humano, causada pela bactéria Treponema pallidum. A infecção pode se manifestar em diferentes fases clínicas e apresentar uma variedade de sintomas. Quando não tratada adequadamente, pode evoluir e comprometer órgãos vitais, resultando em sequelas graves e irreversíveis. 

A transmissão ocorre principalmente por meio de relações sexuais desprotegidas com uma pessoa infectada e, além disso, pode ser transmitida da gestante para o bebê durante a gestação ou no parto, caracterizando a sífilis congênita. Por isso, o acompanhamento pré-natal adequado, com testagem e tratamento da gestante e de suas parcerias sexuais, é essencial para a prevenção dessa forma da doença. 

No Rio Grande do Sul, os casos de sífilis adquirida têm apresentado crescimento. Entre 2019 e 2023, foram notificados 79.633 casos por 100.000 habitantes no estado, representando um aumento de 56,06% em cinco anos. Desses casos, 52% ocorreram em homens e tem como idade média 35 anos. 

Para mais informações sobre a sífilis clique aqui.

O QUE É HIV? 

É um retrovírus envelopado da família Retroviridae e do gênero Lentivirus, possuindo características que o tornam altamente eficiente em infectar e enfraquecer o sistema imunológico humano, como uma alta taxa de mutação que dificulta o desenvolvimento de vacinas, além de ser capaz de permanecer latente por anos, escondido no DNA das células. 

HIV é a sigla para Vírus da Imunodeficiência Humana (em inglês, Human Immunodeficiency Virus). Esse vírus ataca o sistema imunológico, especialmente os linfócitos T CD4+, que são células essenciais na defesa do organismo. O HIV se insere no DNA dessas células para se multiplicar, destruindo-as aos poucos. Sem tratamento, essa destruição pode levar à Aids (Síndrome da Imunodeficiência Adquirida), estágio mais avançado da infecção.
HIV não é o mesmo que Aids 

Uma pessoa pode viver com HIV por muitos anos sem desenvolver Aids, especialmente se for diagnosticada precocemente e iniciar o tratamento adequado. O tratamento é feito com medicamentos antirretrovirais, conhecidos como TARV (terapia antirretroviral), que impedem a multiplicação do vírus, preservam o sistema imunológico e evitam a progressão da doença. 
 

 Como o HIV e a Sífilis são transmitidos? 

- Por relações sexuais desprotegidas (sem preservativo); 

- Pelo compartilhamento de seringas ou objetos cortantes contaminados; 

- Da mãe para o bebê durante a gestação, o parto ou a amamentação. 

Prevenção é fundamental 

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Usar preservativos, fazer o teste regularmente e não compartilhar objetos perfurocortantes são medidas essenciais para se prevenir de HIV/Aids e outras IST. Além disso, estratégias como a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) e a Profilaxia Pós-Exposição (PEP) também são estratégia para prevenir pelo HIV. 

Faça o teste de forma gratuita, sigilosa e rápida nos seguintes locais: 

- UBS (Unidades Básicas de Saúde); 

- CTA (Centros de Testagem e Aconselhamento): oferecem testagem, aconselhamento e encaminhamento para tratamento, se necessário; 

- SAE (Serviços de Atendimento Especializado): realizam testagem e acompanhamento de pessoas vivendo com HIV/Aids. 

INFORMAÇÕES PARA OS CIDADÃOS - IST/HIV/AIDS

COMO SE PROTEGER DO HIV?  

A melhor forma de evitar a infecção pelo HIV é usar a prevenção combinada. Isso significa juntar diferentes formas de se cuidar, como o uso de preservativo, fazer testes regularmente e, em alguns casos, tomar medicamentos que ajudam a prevenir o vírus.  

Intervenções comportamentais 

Ajudam a aumentar o conhecimento e a percepção de risco, incentivando mudanças de atitude e hábitos. Como: 

- Uso de camisinha (externa ou interna); 

- Testagem regular para HIV e outras ISTs; 

- Redução de danos para pessoas que usam álcool e outras drogas. 

Intervenções biomédicas 

São medidas que envolvem o uso de tecnologias e medicamentos para reduzir o risco de infecção. 

Exemplos: 

- PrEP (Profilaxia Pré-Exposição); 

- PEP (Profilaxia Pós-Exposição); 

- Tratamento antirretroviral para pessoas vivendo com HIV; 

- Testes rápidos e autotestes; 

- Uso de preservativos e gel lubrificante. 

PrEP: é um medicamento profilático utilizado para se proteger antes de uma possível exposição ao HIV. Ele prepara o organismo caso haja contato com o vírus.  

Quer saber mais sobre a PrEP? Clique aqui.

PEP: é um tratamento de emergência, que deve começar até 72 horas depois de uma situação de risco, como uma relação sexual sem preservativo, para evitar a infecção pelo HIV, hepatites virais, sífilis e outras ISTs. É indicada em casos como:  

- Violência sexual;  

- Relação sexual sem camisinha ou se a ela estourar;  

- Acidente com agulhas ou contato com sangue no trabalho (como em hospitais). 

Quer saber onde encontrar PrEP no seu município? Clique aqui.

Para saber mais sobre a PEP, clique aqui.

Entre 2021 e 2024, o Ministério da Saúde registrou a dispensação de antirretrovirais para 9.833 usuários de PrEP e 38.625 de PEP no Rio Grande do Sul. Em comparação com o período de 2018 a 2020, isso representa um aumento de 94,2% no uso da PrEP e de 43,1% no da PEP. Esses dados indicam que um número crescente de pessoas tem buscado os métodos profiláticos como forma de prevenção ao HIV. 

Fonte:  

  1. Painel Monitoramento PREP Ministério da Saúde

  2. Painel Monitoramento PEP Ministério da Saúde

Intervenções estruturais 

Atuam sobre fatores sociais e culturais que aumentam a vulnerabilidade ao HIV. Podemos citar: 

- Combate ao preconceito, racismo, machismo e LGBTfobia; 

- Promoção dos direitos humanos; 

- Campanhas educativas e de conscientização; 

- Inclusão social e acesso aos serviços de saúde. 

O QUE VOCÊ PODE FAZER 

- Usar camisinha interna ou externa em todas as relações sexuais;  

- Fazer o teste de HIV regularmente, mesmo sem sintomas, nos postos de saúde;  

- Fazer uso da PrEP e PEP, se estiver em uma situação de maior risco e/ou exposição ao HIV. 

Campanhas de combate ao HIV no RS 

Estão centradas na prevenção combinada e no cuidado integral. As ações incluem a ampla distribuição de preservativos e gel lubrificante, ampliação da oferta de PEP e PrEP nos municípios, testagem rápida por demanda espontânea e capacitação contínua dos profissionais de saúde. 

Entre os projetos estratégicos, destaca-se o Programa Geração Consciente, voltado à prevenção entre jovens, e o uso de sistemas como SIMC, SALUS, LAUDO e SICLOM para monitoramento e gestão da resposta à epidemia. 

COMO OCORRE A TRANSMISSÃO DO HIV? 

- Relações sexuais desprotegidas 

Sexo vaginal, anal ou sem o uso de camisinha com uma pessoa que vive com HIV. 

- Transmissão vertical (mãe-bebê) 

Durante a gestação, o parto ou a amamentação, se a gestante estiver com HIV e não fizer o tratamento adequado 

- O que não transmite HIV: 

- Beijo no rosto ou na boca; 

- Abraço, aperto de mão ou toque; 

- Suor, lágrimas, saliva ou espirro; 

- Piscinas, banheiros ou assentos de ônibus; 

- Talheres, copos, toalhas ou sabonetes; 

- Picadas de insetos; 

- Doação de sangue. 

Os medicamentos antirretrovirais (TARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Por isso, o uso regular dos TARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas. 

Desde 1996, o Brasil distribui gratuitamente os TARV a todas as pessoas vivendo com HIV que necessitam de tratamento através do Sistema Único de Saúde (SUS). 

 Para saber mais, clique aqui.

Para consultar os locais de atendimento nos municípios clique aqui.

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